CIVILIZAÇÃO PRIMORDIAL

Ficção ou acontecimentos esquecidos pela Humanidade ?

A história tal como a conhecemos é algo acadêmico. Tal qual uma casa ela tem uma base real e sólida através da qual todo o resto da casa se apóia. Os conhecimentos atuais são constituídos e baseados em antigos. Forma-se uma cadeia linear de conhecimentos que, tal qual um enorme quebra-cabeça, toma forma. Esta forma linear constitui a espinha dorsal do conhecimento que é transmitida geração após geração. Através dela é dada seqüência na história, criam-se historiadores sendo o conhecimento passado de década a década, século a século. Nos últimos anos, porém, ela (a História) tem sido alvo de controvérsias e ataques. Parte deste ‘ataque’ não possui nenhum fundamento, sendo apenas um exercício de divagação e sonhos. Porém parte é baseada em fatos, ocorrências e constatações que não podem ser ignoradas. Infelizmente a parte aproveitável da controvérsia é também relegada ao descaso. Desta forma historiadores, antropólogos, arqueólogos não aceitam basicamente nada que vá contra a atual estrutura histórica formada. Infelizmente as mentes são fechadas, as opções ignoradas. Infelizmente isto não é mesmo nada científico. Infelizmente todos perdemos com isto...

Vamos falar um pouco, também, sobre fatos. Fatos que contradizem a ‘História Acadêmica’, esta história que é transmitida através de escolas e instituições de ensino. Um exemplo – fato histórico – é o da Terra ser redonda. Hoje em dia é um fato. Mas não o era na Idade Média, por exemplo. Afinal nada mais certo do que a Terra firme, sólida, onde se pisava. Porém o astrônomo grego Erastóstenes ( que viveu entre 276 ac e 194 ac) já havia depreendido que a terra era uma esfera ! Através da célebre experiência das varinhas fincadas e da medição de sua sombra ele inclusive havia descoberto o diâmetro aproximado da Terra ( pelos seus cálculos seriam mais ou menos 40000 km. Atualmente é aceito o valor de 400075 km leste-oeste e 40008 de norte a sul ) . Mais de 1000 anos depois ainda se pensava na Terra plana. E aqui vamos abrir uns parênteses para a continuidade de nosso artigo :

Uxmal-Chizén-Itzá/México-Observatório Astronômico

No Antigo Egito já tínhamos ( há mais de 4000 anos atrás ) o Ácido Acetilsalicílico ( Aspirina ), óleo de rícino, própolis para cicatrização e mesmo anestésicos. O engessamento de membros fraturados também fazia parte do cotidiano egípcio. O divórcio (somente aceito no Brasil na década de 70) possui registros datando-o, no Egito, há mais de 3000 anos. A vela de barco mais antiga de que se tem notícia data de cerca de 1000 ac ( vencendo os próprios fenícios nesta datação ) . Durante o governo de Necho II (610 a 595 ac) foi feita nada menos do que a circunavegação da África. Academicamente temos que o português Bartolomeu Dias efetuou o mesmo feito em 1488 de nossa era. Há dois mil anos antes dele já havia sido efetuado o contorno. Mas ainda prevalecerá 1488 durante muito tempo , se é que um dia será alterado nos estudos de nossas crianças. Em aproximadamente 2500 ac os egípcios já tinham construído seu ‘Canal de Suez’ , permitindo a passagem entre o Mar Vermelho e o Mediterrâneo. O Canal de Suez foi construído somente em 1869. A batida imagem de milhares de escravos hebreus construindo templos e pirâmides já caiu décadas atrás. Mas este ensinamento persiste. Hoje se sabe que eram trabalhadores egípcios que efetuavam as construções, em algo próximo ao ‘serviço militar obrigatório’ . E eles recebiam por isso. Chegaram mesmo a fazer a primeira greve de que se tem notícia, entre 1570 e 1070 ac, no reinado de Ramsés III . Os egípcios foram os responsáveis pelo primeiro Calendário Solar que contava com 365 dias em 12 meses, sendo deles também a invenção da contagem do dia em 24 horas, sendo 12 para o dia e 12 para a noite. E os exemplos podem continuar por muitas e muitas páginas. Mesmo na Bíblica existem descrições que podem nos deixar hoje atrapalhados. No Antigo Testamento comenta-se sobre a esfericidade da Terra ... Sutilmente, mas está lá. Temos também o mapa do almirante turco Piri Reis,datado de 1513. Este é um famoso mapa-múndi. Interessante pelo fato de que mostra a costa da África e as Américas (norte, central, sul) e a terra da Antártida. Note-se que a massa de terra sob a Antártida somente foi descoberta, sismicamente, em 1949 . E a disposição é tal que, à primeira vista, parece ter sido tomada de um ponto além da atmosfera terrestre com eqüidistância da cidade do Cairo . Segundo o próprio Piri Reis seu mapa era baseado em diversos mapas aos quais teria tido acesso. Vale lembrar que todo esse relato é de fatos, não especulações. Fatos que podem ser vistos, lidos, corroborados. Talvez algumas conclusões possam ser especulações. Mas o fato destes fatos existirem (!) não nos deixa alternativa a não ser especular. Ah, não pensem que este tipo de situação não afeta o Brasil e sua história. Longe disto. Vejam : Pedro Álvares Cabral não era um navegador. Era um militar, treinado e testado em batalhas por Portugal. Sua linhagem não era de explorador mas, sim, de militar. Antes da assinatura do Tratado de Tordesilhas em 1494 o rei de Portugal ameaçou com sua frota ( lembremos que Portugal era uma potência na época ) a Espanha se os limites não fossem jogados mais para o leste. Se não tivesse idéia do que poderia ser encontrado qual teria sido o motivo de tão ferrenha determinação ? As flâmulas dos barcos portugueses que aqui aportaram era não propriamente a bandeira de Portugal. Mas o símbolo característico dos Cavaleiros Templários. Um sem-número de questões podem ser levantadas. Fechamos aqui o parênteses.

A Grande Pirâmide/Egito - Parte do mistério do Cinturão de Órion

E o que podemos, em um conceito inicial, depreender dos exemplos que vimos ( e de tantos outros que não mencionamos ) ? Bem, parece que estamos, na verdade, redescobrindo a história, as invenções, os conceitos. Pensemos : se tínhamos tantos conceitos corretos há centenas, milhares de anos atrás, por que tais conhecimentos foram redescobertos ? Infelizmente nós, seres humanos, não aceitamos ainda a História Aplicada . A História, por conceituação, deveria ser o estudo do passado de tal modo que possamos, no presente e futuro, não recair nos erros. Infelizmente isto não ocorre. Aprendemos sobre os erros do passado e continuamos recaindo nos mesmos erros, década após década, século após século. Chamo de História Aplicada a um segmento ainda inexistente, pelo que sei. Deveríamos contar com profissionais de alto padrão de conhecimento de História, causa e efeitos. E tais profissionais deveriam efetivamente promover uma comparação constante entre passado e presente . E nos advertir , com força significante, que estamos recaindo nos erros do passado. Vigilantes de nosso próprio passado e presente de forma a nos garantir um futuro. Tecnologicamente evoluímos bastante, sem dúvida. Mas armas nas mãos de crianças são ainda mais mortais do que tacapes nas mãos destas mesmas crianças. Mas então, novamente pensemos : se no decorrer de centenas, milhares de anos estamos redescobrindo eventos já ocorridos, por que tais eventos, no passado, não tivessem ocorrido em um passado ainda mais distante. E se um outro astrólogo sumeriano tivesse efetuado o mesmo procedimento de Aristótenes há dois mil anos antes dele ? O leque que se abre aqui é imenso. O que nos leva de volta ao raciocínio original deste artigo ...

Existem aqueles que crêem que houve uma civilização primordial, anterior a todas as civilizações que conhecemos, historicamente, atualmente. Tal civilização teria nos deixado um legado que pode ser reformulado através de pistas, observação de fatos históricos e mitos do passado. Este foi o assunto polêmico que veio até nós através dos trabalhos do engenheiro Robert Bauvall e do jornalista Graham Hancock. Sob o título de ‘Em busca da Civilização Perdida’ temos uma apresentação às suas idéias , estudos e conjecturas. Este documentário foi baseado na obra ‘As Digitais dos Deuses’ ( The Fingerprint of the gods ) , de autoria do mesmo Graham Hancock. Claro, esta teoria possuiu ( e possui ) fortes opositores. A maioria dos profissionais das áreas de Historiadores, Arqueólogos, Geólogos, Antropólogos a rejeita veementemente. Vozes, porém, de outros profissionais das mesmas áreas reforçam esta teoria. Sob o rótulo de ‘absurda’ as evidências e estudos reportados por Hancock não chegaram mesmo a serem estudas pela elite acadêmica. Compreende-se o motivo. Qualquer fato que possa abalar as estruturas já há muito firmadas é temerária. Abalar as bases, as estruturas, é abalar todo o conjunto histórico. Infelizmente a impressão que se tem é a de que se tem receio de se aceitar novas bases. Muitos ‘doutores’ perderiam seu aspecto de sumidade no assunto. Muito teria que ser reescrito. E tudo isto gera receio, medo. Naturalmente que esta é uma suposição minha. Mas é o que transparece em todo este assunto. Esta teoria conjectura a existência de uma civilização anterior avançada, capaz. Teriam se espalhado pelos quatro cantos da Terra. Justamente porisso fatos comuns seriam encontrados em todos os continentes. Existem obras do antigo povo Olmeca, das Américas, que possui figuras talhadas em pedra de faces tipicamente negras. Os lábios, as formas as identificam imediatamente aos olhos de cada um. Porém, quando os europeus chegaram às Américas, este povo já havia desaparecido. Como não havia negros na América, como explicar ? Por enquanto não há explicações oficiais. O fato dos antigos povos da América também construírem pirâmides apenas adiciona mais ‘lenha na fogueira’, como dizem. Há muitos anos fiquei conjecturando longamente o motivo de tantos povos pré-colombianos terem rituais de sangue. Não parecia fazer sentido. Nações avançadas, várias vezes superando a cultura européia da época, realizando rituais sangrentos ? Bem, lembrei-me da infame Santa Inquisição. Em nome da Fé quantos foram mortos e queimados sob a acusação de heresia, bruxaria ou algo semelhante ? Pensava isto até que tomei conhecimento de uma antiga lenda das Américas. Uma lenda que parece ter sido compartilhada pela maioria dos povos antigos do continente. Ela comenta sobre a chegada dos deus à Terra . Os deuses os ensinaram a plantar, colher. Ensinaram a observar as estrelas . Como compara-las às estações. Ensinaram matemática, astronomia, artes, mesmo medicina. Um dia os deuses ficaram tristes. Choraram. Haviam cometido algo terrível e que poderia mesmo afetar onde agora estavam. Então, com pesar, um a um os deuses saíam para tentar parar o mal que haviam liberado. E , um a um, morriam nesta empreitada. Até o último deus isto ocorreu. O mundo continuou seu ciclo. Os homens então decidiram perpetuar os deuses que haviam feito o sacrifício máximo pelo povo, dando seu próprio corpo e sangue . E eles, poderiam fazer menos do que os próprios deuses por seu povo ? Conta-se que aqui, neste ponto, teve início a seqüência – para nós – brutal e sangrenta. Para os povos antigos isto fazia parte de sua vida, era considerado algo básico e trivial. Se observarmos os diversos mitos ao longo do globo vamos encontrar por diversas vezes contos semelhantes. Já foi dito que mitos são criações baseadas em algum evento real. Ou seja, existe um fato real que acaba sendo o gerador de um mito maior.

A Esfinge/Egito - Mais antiga do que as próprias pirâmides ?

Mas qual teria sido esta civilização ? Alguns dizem poder ser daí que teria nascido o mito da Atlântida de Platão. Outros dizem que a mítica Lemúria poderia ser também esta civilização. Mesmo no documentador povo egípcio há evidências a serem garimpadas. Existe um salão em Abydos, no Egito, que lista todos os faraós . Atualmente os historiadores aceitam a lista a partir de um ponto, um marco-zero. A partir daí teríamos os reis que seguiram. Os anteriores são tidos como mera lenda. Afinal , seguindo para trás nesta relação, temos muitas gerações de reis. E, assim, muito tempo para trás também. E se estes reis-míticos não aceitos realmente tiverem existido ? Teríamos uma história egípcia muito mais abrangente e duradoura do que a que temos atualmente. Os maias têm, inclusive, uma data para a chegada dos deuses em sua terra : 3114 AC .

Deuses vindo das estrelas ? Uma Atlântida precursora das raças atuais ? Aqui temos as conjecturas. Ah, sim, falando de conjecturas temos a Esfinge. Não poderia me esquecer dela. No trabalho de Hancock foi convidado o professor geólogo Robert Schoch, da Universidade de Boston. Foram notados disparates singulares na Esfinge. Os egiptólogos afirmam que ela teria sido construída na mesma época das pirâmides. Porém ela é visivelmente mais desgastada do que as próprias pirâmides. Alie-se a isto o fato dela ter ficado centenas, milhares de anos sob a areia (e assim, mais protegida) e o desgaste maior fica ainda mais interessante. No deserto o vento sopra seguindo uma linha ( norte-sul, leste-oeste, etc ...) gerando assim desgaste lateral ( horizontal ) dos objetos. A Esfinge, polêmica até o fim, possui desgastes verticais. Nada melhor do que um geólogo respondendo a este aparente paradoxo. Schoch é direto : os sulcos verticais somente podem ser conseqüência da queda constante de chuvas, no alto da esfinge. A água, ao longo dos tempos, corrói a rocha ao descer para o chão. Isto é o geologicamente correto. Porém, já no tempo do Egito antigo, ali era um deserto. A lógica deduz que , então, a Esfinge deveria ter sido construída não no mesmo tempo das pirâmides. Mas em um tempo em que havia chuva no Egito. E isto nos leva à data aproximada de 10500 AC ! Esta época seria a que marcaria a transição da última era glacial. A partir daí o regime pluvial mundial sofreria alteração. E o Egito e suas terras virariam savanas e, posteriormente, desertos. Uma civilização anterior aos egípcios e com idade de 10500 anos AC ? Isto sim é algo absurdo, bradaram os estudiosos. Realmente, academicamente falando, parece um absurdo. Mas o será ? Um segundo ponto levantado junto a Hancock por Bauvall era relativo, também, à Esfinge. Ela fita o horizonte, mirando atualmente a constelação de Peixes. Porém seu corpo mais parece a de um Leão. O rosto é, realmente, um caso à parte. Fazendo novamente um exercício intelectual e baseando-se em programas de astronomia o céu foi alterado de forma a que a Esfinge ficasse não mais frente à constelação de peixes mas, sim, à de Leão. O programa parou no ano de 10450 AC . E, mais : nesta data a formação das três principais pirâmides estaria exatamente alinhada com nada menos que o Cinturão de Órion no céu! As mesmas três estrelas, a mesma formação ligeiramente desalinhada da menor das pirâmides. Bom, no livro de Hancock você pode ter muito mais detalhes, se houve interesse na questão. Não é esta a missão deste breve artigo. Ah, mas Hancock não está sozinho. Outros pontos , referente a outras civilizações antigas, foram levantadas por diversos outros autores e pesquisadores. Um dos que acho também mais intrigantes se refere aos sumérios. Em uma quadro preservado em argila temos uma cena com deus e , nos céus, há um séqüito de 11 planetas girando ao redor do sol. Isto há mais de 5000 anos. Na literatura e astronomia suméria eles descreveram os planetas. Marte, para exemplificar, era tido como vermelho. Vênus como tendo muitas nuvens. Mercúrio como quente ao extremo. Plutão ( este ‘descoberto’ em 1938 ) como um planeta gelado. Hoje isto tudo parece normal. Mas estamos falando de milhares de anos atrás por um povo que não possuía telescópios! E eles comentam do 11o. planeta, Nebiros. Este seria o planeta original dos deuses, que, segundo sua literatura, explodira. Nebiros teria um movimento celeste não regular que o teria levado à destruição.

Yonaguni/Japão - Construção antes da submersão pelos mares, mais de 12000 anos atrás?

O que gostaria de compartilhar com você é um fato. O fato de que, por mais que saibamos sobre um assunto, não somos a sumidade absoluta. Temos a obrigação de estar sempre com a mente aberta. Não falar que estamos abertos a novas idéias e manter a mente fechada. Temos um leque enorme de contradições e ‘buracos’ em nossa História. Não estou afirmando que a idéia de Hancock seja o ponto final. Longe disto. Mas é uma possibilidade que não pode e nem deve ser descartada. Não devemos não aceitar algo porque não gostamos da idéia. Esta idéia de que não gostamos pode estar certa. Pode ter havido uma civilização antiga que foi a mãe de todas as outras ? Certamente que pode. E de onde teria vindo esta mesma civilização precursora ? Teria se desenvolvido inteiramente em nossa amada Terra ? Lembro que houve tempos em que tivemos 2, 3 ou mesmo mais tipo de seres humanóides sobre a Terra. Neanderthal e Cro-Magnon são os mais lembrados. Mas houve outros. Contemporâneos uns dos outros. Existem documentos Arcanos que falam do passado de forma muito mais polêmica. Documentos guardados e cuidadosamente manejados por grupos pequenos. E muitos deles acabam seguindo de acordo com estas novas suposições. Dizem que , sob as patas da Esfinge, se encontra um tipo de cápsula do tempo, um local que contém um tesouro de conhecimentos que somente deverá ser aberto pelos homens no tempo certo. Sondagens sísmicas recentes confirmam que, sim, há uma caverna abaixo, no solo sob a Esfinge. Mas não há planos de seguir até ela. Talvez , em parte, estejamos aprendendo. Talvez, mesmo que por pouco, estejamos efetuando a História Aplicada, inconscientemente. O crescimento do corpo sem o devido acompanhamento do cérebro pode ser extremamente perigoso. Mesmo fatal. Devemos seguir nossos caminhos, abertos ao que há de novo e não prejudicial. Devemos questionar, estudar, avaliar por nós mesmos. Devemos perseguir o conhecimento . Desta forma obtemos a evolução . Desta forma podemos criar uma raça melhor.

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